segunda-feira, 11 de abril de 2011

IMPORTANTE

A sessão de DOMINGO 17/04 foi CANCELADA. Então, SÁBADO, dia 16/04 é a ÚLTIMA oportunidade para conferir a peça Violência e Paixão.

Esperamos vocês no 4º andar da Usina do Gasômetro às 21h do próximo sábado.

NÃO PERCAM!!!


FOTO:GABRIEL SCHMIDT/ELECTRO PHOTO

- Mas já?!



quarta-feira, 9 de março de 2011

TERCEIRA TEMPORADA


VIOLÊNCIA E PAIXÃO
Devido ao grande sucesso das primeiras temporadas, Violência e Paixão volta à cartaz.
A peça é baseada em fragmentos de textos de Hilda Hilst, Marquês de Sade, Nelson Rodrigues, Arnaldo Antunes, Fernando Pessoa, em experiências pessoais dos atores e fatos reais, além de imagens corporais inspiradas em obras de James Ensor, Henri Matisse, Coreggio, Botticelli e Fouquet.
É uma experiência monocromática que começa no saguão do quarto andar da Usina do Gasômetro e termina em pequenas salas de teatro onde o público assiste a mini-peças que giram sobre o tema proposto pelo título do espetáculo. Todas as cenas são experimentos cênicos.
O teatro da experiência desperta as paixões e os sentimentos, porque parte das energias elementares próprias de cada um.(...) Impressionado por esta autenticidade emocional que arrebata seus sentidos, espírito e, ao mesmo tempo, o carrega, o espectador deve se decidir e fazer a escolha.”
Norbert Servos

A peça tem direção de Roberto Oliveira, que dividiu com suas assistentes: Elisa Heidrich e Elisa Bueno, a concepção geral. No elenco Janaína Lima, Alexandre Modesto Farias, Rui Koetz, Alex Vidaletti, Karina Rocca, Aghata Andriola, Aloísio Dias e Scheiler Fagundes.
VIOLÊNCIA E PAIXÃO Volta à cartaz no dia 19 de março de 2011 e fica em cartaz até o dia 17 de abril, sempre aos sábados e domingos às 21h. Para assistir as cenas do saguão, a entrada é franca. Para ver o as cenas que acontecem na SALA 402 o ingresso é de 10 reais.
O número máximo de público é de 40 pessoas por apresentação.
Maiores informações: www.depositodeteatro.com.br / depositodeteatro@gmail.com / 51 30264468 / 51 96228561


SERVIÇO:
o que? VIOLÊNCIA E PAIXÃO
quando?DE 19 de março A 17 DE abril - sábados e domingos - 21h00
onde?SAGUÃO DO 4 ANDAR E SALA 402 DA USINA DO GASÔMETRO.
quanto? 10 REAIS
A PARTE DO SAGUÃO É DE GRAÇA.

Mais FOTOS!











Essas imagens incríveis foram feitas pelo Gabriel Schmidt do Electro Photo (www.electrophoto.com.br), que cedeu as fotos gentilmente para o grupo. Nós gostamos tanto que até estamos usando pra divulgação! Valeu, Gabe!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

FOTOS KIRAN









Crítica de Antônio Hohlfeldt




A fragmentação pós-modernista em sentimentos exasperados


O diretor Roberto Oliveira tem enfrentado diferentes problemas, mas persiste em manter em funcionamento seu Depósito de Teatro. Atualmente, ele está albergado na Usina do Gasômetro, onde, no momento, apresenta o espetáculo Violência e paixão, reunindo colagem de textos de Hilda Hilst, Nelson Rodrigues, Marquês de Sade e experiências de vida dos próprios intérpretes, um conjunto de jovens atores e atrizes que surpreende pela garra e pela disposição com que realiza as difíceis tarefas colocadas como desafio pela direção.

Há dois grandes prejuízos para o trabalho de Roberto Oliveira: o calor, numa sala totalmente fechada e que se pretende envolvente em relação ao espectador, isolando-o do restante do mundo, sem ar-condicionado, o que dificulta profundamente a concentração. E o excesso de espetáculos e de atividades que ocorre na Usina, tanto dentro quanto fora, e que, sem isolamento acústico, por vezes quase inviabiliza o trabalho, na medida em que um espetáculo se mistura a outro.

Violência e paixão está estruturado em dois grandes blocos: no primeiro, fora da sala, os atores fazem sua preparação física e apresentam textos variados, sobrepostos uns aos outros e que, pelo excesso de ruído externo, praticamente se torna inaudível. Ressalte-se aqui, de qualquer modo, a boa preparação física do conjunto. No segundo bloco, somos convidados a entrar num espaço tripartite. Há duas salas separadas por um auditório. Parte da plateia fica numa sala, outra parte se coloca na outra. Cada sala apresenta um texto diferente. Em certo momento, todos nos reunimos no auditório central e, mais tarde, trocamos de sala. Pode-se ouvir o texto de uma sala na outra, e inclusive há cenas concatenadas entre um espaço e outro, o que deve ter exigido treinamento meticuloso por parte do grupo. Em síntese, há que se ir pelo menos duas vezes ao espetáculo para poder conhecê-lo todo, o que não fizemos.

A colagem dos textos torna-os inidentificáveis, o que é bom, porque evidencia sua recriação. Assim, temos um texto novo, absolutamente inédito. De outro lado, o texto é o que menos importa. Neste espetáculo, Roberto Oliveira apostou no trabalho sensorial, de ator e de composição do espaço e do movimento cênico. Isso traz uma dose de extrema exigência para os intérpretes, que, justamente por serem jovens atores e atrizes, surpreendem pela segurança, o que evidencia um cuidadoso trabalho preparatório do diretor. Nas cenas a que assisti, Aloísio Dias e Agatha Andriola; Alexsander Vidaletti e Janaína Lima; na cena conjunta, além desses, ainda Alexandre Modesto farias, Rui Koetz, Karina Rocca, Roberta Turski e Scheiler Fagundes. A direção-geral de Roberto Oliveira teve a assessoria de Elisa Heidrich e Elisa Bueno, sendo que a primeira responde pela concepção geral do espetáculo.

Roberto Oliveira, de certo modo, faz um salto no precipício. Tem suficiente maturidade para isso e o comprova pelo modo com que concretiza o espetáculo, em todos os detalhes. Fiel ao título, o tema da paixão leva-o à proximidade do masoquismo e do sadismo, com figurinos e cenários exclusivamente vermelhos. Oliveira recria imagens de Ensor (labirintos), Matisse, Coreggio e Botticelli (madonas) e Fouquet.

A fragmentação cênica, de certo modo, evidencia a própria percepção do que a paixão e a violência provocam: a perda da identidade, a impossibilidade de percepção do conjunto e da realidade etc. Por outro lado, a concepção do espetáculo refere o voyeurismo característico de recentes produções televisivas, o que abre um outro ponto de debate em torno do trabalho. Isso porque toda a verbalização é exagerada, propositadamente, constituindo como que um ritual a que o espectador assiste, como se dentro da própria cena.

Não é o tipo de espetáculo que me emocione, mas quero registrar que reconheço sua qualidade, recomendo-o e, sobretudo, elogio o resultado alcançado, que é verdadeiramente provocador.

Notícia da edição impressa de 17/12/2010

DEVIDO AO GRANDE SUCESSO DA ESTRÉIA, ESTAMOS DE VOLTA!!!


VIOLÊNCIA E PAIXÃO
A peça é baseada em fragmentos de textos de Hilda Hilst, Marquês de Sade, Nelson Rodrigues, Arnaldo Antunes, Fernando Pessoa, em experiências pessoais dos atores e fatos reais, além de imagens corporais inspiradas em obras de James Ensor, Henri Matisse, Coreggio, Botticelli e Fouquet. É uma experiência monocromática que vai começar no saguão do quarto andar da Usina do Gasômetro e terminar em pequenas salas de teatro onde o público assistirá mini-peças que giram sobre o tema proposto pelo título do espetáculo. Todas as cenas são experimentos cênicos.
“O teatro da experiência desperta as paixões e os sentimentos, porque parte das energias elementares próprias de cada um.(...) Impressionado por esta autenticidade emocional que arrebata seus sentidos, espírito e, ao mesmo tempo, o carrega, o espectador deve se decidir e fazer a escolha.”
Norbert Servos

A peça tem direção de Roberto Oliveira, que dividiu com suas assistentes: Elisa Heidrich e Elisa Bueno, a concepção geral. No elenco Janaína Lima, Alexandre Modesto Farias, Rui Koetz, Alex Vidaletti, Karina Rocca, Aghata Andriola, Aloísio Dias, Roberta Turski e Scheiler Fagundes.
VIOLÊNCIA E PAIXÃO Volta à cartaz no dia 18 de janeiro de 2011 e fica em cartaz até o dia 27 também de janeiro, sempre de Terça à quinta, às 20h. Para assistir as cenas do saguão, a entrada é franca. Para ver o as cenas que acontecem na SALA 402 as pessoas já podem comprar ingressos antecipados por 5 reais. Ou deixar para comprar por 10 reais na hora. As pessoas que comprarem antecipados deverão chegar no teatro com pelo menos 15 minutos de antecedência sob pena de ter o seu lugar passado adiante. O número máximo de público é de 40 pessoas por apresentação.


SERVIÇO:
o que? VIOLÊNCIA E PAIXÃO
quando?DE 18 A 20 DE janeiro - de terça à quinta - 21h00
onde?SAGUÃO DO 4 ANDAR E SALA 402 DA USINA DO GASÔMETRO.
quanto?ANTECIPADO = 5 REAIS / NA HORA = 10 REAIS
A PARTE DO SAGUÃO É DE GRAÇA.

domingo, 28 de novembro de 2010

Falta pouco

Muito pouco. Hoje é domingo. Ainda temos 3 dias antes da estréia. Fico apavorada com a quantidade de coisas que ainda temos para fazer. A peça tá ficando boa! E eu tô empolgada com isso. É minha experiência mais significativa na área de direção. O ruim é só trabalhar em tudo ao mesmo tempo... Cenário, figurinos, trilha sonora, direção, produção. O problema é ter idéias e não ter recursos para realizá-las. O cenário poderia ser fantástico! Conseguimos muitas coisas de graça e ainda bem, mas não teremos o ideal ainda. Muito difícil.
Já temos duas caixas construídas, vários adereços de cena, pedaços de cenário, o piso que ainda vai chegar. Cortinas costuradas para pendurar! O materia gráfico é para amanhã e tá lindo! Dá gosto de ver as coisas se montando, se transformando. Passamos a peça inteira já 2 vezes. O tempo tá bom, as cenas são interessantes. Teatro experimental. Fico exitada a cada ensaio.
Dia 2 tá aí!
E vamos que vamos!
Elisa H.

domingo, 31 de outubro de 2010

Aos atores

Mutirão na sala 402. Poucos apareceram, mas o trabalho rendeu mesmo assim.
Primeira caixa montada (para quem não sabe a idéia é que todas as cenas aconteçam dentro de caixas). Aparentemente grande e com boa acústca. Só de olhar já traz idéias para a peça. Estimulante ver as coisas ficando prontas.
Colocamos também as cortinas vermelhas. Vai ser tudo vermelho: tem a ver com violência e com paixão. Este na verdade foi o primeiro passo da concepção do espetáculo.
Parece pouca coisa por enquanto, mas deu trabaaaalho. Só quem estava lá para saber.
Estou apostando na peça. Gosto dos ensaios e me orgulho dos pequenos progressos diários.
Me orgulho também do progresso dos atores que já vem de oficinas anteriores do depósito quando vejo que estão crescendo no seu trabalho. Mesmo que bem de cantinho, sei que tb faço parte deste progresso.
É sempre difícil, acho que todos os processos são. E como atriz sei que quando é difícil dá vontade de desistir, de largar tudo, de chorar... Mas assim que é bom. Acho que faz parte e nos ajuda a querer mais, a ir além. E é isso que eu espero. Que todos nós possamos ir um pouco além, ultrapassar os nossos obstáculos pessoais e teatrais, ir mais a fundo.
Apesar de ser um espetáculo do núcleo de formação de atores do depósito, eu espero e vejo mais do que uma peça de alunos. Agora se trata de jovens atores colocando sua cara.
Estou achando muito legal isso de estar na assistência de direção. Já tinha feito na última peça do núcleo de formação, mas desta vez está sendo mais intenso. Para mim também é uma experiência nova, mas também confesso que fico com muita vontade de estar do outro lado: atuando.
É bom também poder estar trabalhando novamente ao lado do diretor Roberto Oliveira. É impressionante como aprendo com ele a cada dia de ensaio.

Elisa Heidrich

Notícia: www.depositodeteatro.com.br

Em 2010, o Núcleo de Formação de Atores do Depósito de Teatro, passou por uma alteração em seu foco de ação. Desde o início de nossas oficinas buscamos incentivar os nossos alunos e continuarem fazendo teatro, formarem grupos e seguirem adiante. Convidamos alguns alunos para integrar nossos elencos "profissionais". Abrimos o espaço fisíco e criativo para ensaios. Usamos inúmeros artifícios para manter os grupos unidos e fazendo teatro. Criamos projetos, tais como Novas Diretrizes e Mete a Cara, para coloca-los em cena.
Poucas turmas conseguiram manter-se por um período maior que um ano. Na maioria dos anos a "química" não funcionava. As peças não conseguiam passar de uma temporada. No máximo duas.
Numa nova tentativa, estamos trabalhando agora com atores/alunos convidados para formar um grupo, mais ou menos, fixo de pessoas que demonstraram em experiências anteriores estarem realmente interessados em fazer teatro, em assumir uma disciplina e arriscarem-se num teatro mais voltado para a pesquisa do que para o entretenimento (pelo menos desta vez).
Escolhemos encenar um espetáculo chamado VIOLÊNCIA E PAIXÃO. A peça é baseada em fragmentos de textos, encontros, propostas, imagens corporais. É uma experiência monocromática que vai começar no saguão do quarto andar da Usina do Gasômetro e terminar em pequenas salas de teatro onde o público assistirá cinco mini-peças que giram sobre o tema proposto pelo título do espetáculo.
A peça tem direção de Roberto Oliveira, que dividiu com suas assistentes: Elisa Heidrich e Elisa Bueno, a concepção geral. No elenco Janaína Lima, Alexandre Modesto Farias, Rui Koetzer, Alex Vidaletti, Karina Rocca, Aghata Andrioli, Aloísio Dias, Roberta Turski e Scheiler Fagundes.
VIOLÊNCIA E PAIXÃO estréia no dia 02 de dezembro e fica em cartaz até o dia 19 também de dezembro, sempre de quinta à domingo, às 21h00. Para assistir as cenas do saguão, a entrada é franca. Para ver o as cenas que acontecem na SALA 402 as pessoas já podem comprar ingressos antecipados por 5 reais. Ou deixar para comprar por 10 reais na hora. As pessoas que comprarem antecipados deverão chegar no teatro com pelo menos 15 minutos de antecedência sob pena de ter o seu lugar passado adiante. O número máximo de público é de 40 pessoas por apresentação.
Você pode ver o material que a gente vem colecionando durante os ensaios, acessando:
www.violenciaepaixao.blogspot.com ESCREVA SUA HISTÓRIA DE VIOLÊNCIA E PAIXÃO, ALGO QUE VOCÊ VIVEU NESTA ÁREA, E MANDE PRA GENTE PARA O E-MAIL depositodeteatro@gmail.com EM TROCA VOCÊ GANHA DOIS INGRESSOS.
SERVIÇO:
o que? VIOLÊNCIA E PAIXÃO
quando?DE 02 A 19 DE DEZEMBRO - de quintas a domingos - 21h00
onde?SAGUÃO DO 4 ANDAR E SALA 402 DA USINA DO GASÔMETRO.
quanto?ANTECIPADO = 5 REAIS / NA HORA = 10 REAIS
A PARTE DO SAGUÃO É DE GRAÇA.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Poemas por Agatha Andriola

Súbito
Como faca que rasga e fura, cintila seus caules vermelhos de prata fria
Gélida e enfurecida
O triunfo do óbito
Absorve a overdose da carne
A sombra é o negro do ópioe lava das erupções
Inexpressiva e cíclica se desfaz em sombra e silêncio
Súbito (como)Eclipse devaneante e súdito como as pegadas os rastros as ciladas nos frascos, fractais que miram o passado do próprio reflexo

O espinho é penetração e sangue derramado
As lágrimas o espírito de êxtase nebuloso
Os meteoros que não são vistos
No estranho
Obsessivo
Como aguda e insatisfeita promessa

No abismo
Tudo um dia sucumbe
A fraude dos temores resigna seu próprio compasso
Fracasso!(Não pretendia o degolamento catastrófico da vertigem, como rasgam as cortinas da catarse)
Quero te despir
Suavemente
Como o soproe o vendaval.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Obsessão Vermelha

Acordou, vendo sangue...
Horrível!
O ossoFrontal em fogo...
Ia talvez morrer,Disse.
Olhou-se no espelho.
Era tão moço,Ah!
Certamente não podia ser!
Levantou-se.
E, eis que viu, antes do almoço,
Na mão dos açougueiros, a escorrer
Fita rubra de sangue muito grosso,
A carne que ele havia de comer!
No inferno da visão alucinada,
Viu montanhas de sangue enchendo a estrada,
Viu vísceras vermelhas pelo chão...
E amou, com um berro bárbaro de gozo,
O monocromatismo monstruoso
Daquela universal vermelhidão!

Augusto dos Anjos